O Advogado do diabo





O atual presidente da República, no início de sua vida política, provavelmente a contragosto, travestiu-se de “sindicalista” da suboficialidade. Proscrito pelos generais da época, evitado pelos antigos colegas de academia, voltou-se para as camadas subterrâneas da hierarquia militar, enxergando naquelas pessoas simples uma peculiar massa de manobra. À custa de pronunciamentos aguerridos, mas bastante embasados, sobre o sucateamento da carreira, perpetuou-se na política como deputado, exercendo mandatos tão inúteis quanto longevos, praticamente graças aos votos de subtenentes, sargentos, cabos e soldados. Posteriormente com uma “ajuda” considerável da cleptocracia petista e do fantasmagórico “partido militar” tornou-se isso que é hoje. Mas como não existe crime perfeito, sempre ficam pontas soltas aqui e ali.

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